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Corrupção em Condomínio: como combatê-la?

Não seja omisso, fiscalize!

A corrupção é um problema polêmico e comum nos condomínios da cidade, mas, alternativas para combatê-la estão surgindo. A nova legislação e a evolução da categoria são fatores que fazem com que os corruptos percam espaço. O síndico deixou de ser morador e se profissionalizou, exigindo obrigações e responsabilidades que precisam ser assumidas pelo gestor. Hoje, o cuidado em zelar pelo patrimônio de terceiros deve ser maior, pois o responsável pelo condomínio responde civil e criminalmente por suas ações. 

Segundo o Artigo 1348 do Código Civil, compete ao síndico ”representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos direitos comuns”. O Código de Ética dos Profissionais de Administração (CEPA) é categórico ao dizer que, é dever do profissional exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade.

Mesmo com todos os impasses, a corrupção ainda existe e o condômino precisa estar atento. O morador deve participar de forma efetiva nas assembleias, colaborar com as comissões, fazer questão do uso de uma auditoria externa, fiscalizar e cobrar de forma sistemática a apresentação das contas dentro de cada mês. Ao não acompanhar questões importantes, como a contratação de serviços, o condômino contribui para o aumento da corrupção.

A hora de eleger o síndico também é muito importante. O gestor deve ser comprometido, atualizado e imparcial. Será dele a função de utilizar o dinheiro do condomínio para suprir as necessidades dos moradores, bem como prestar contas dentro do prazo, obedecendo a legislação vigente. A transparência com as contas, juntamente com uma gestão participativa, formará uma experiência agradável entre a administração e condôminos, incluindo confiança, respeito e menos atrito.


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